PROJECTO DE INSTALAÇÃO DE DOIS TELECENTROS-PILOTO
NA PROVÍNCIA DE MAPUTO - MANHIÇA E NAMAACHA
Maputo,
Abril 1998
O
projecto
11.
RESPONSABILIDADE INSTITUCIONAL
11.1.
O CIUEM
A
entidade responsável para a implementação e gestão do projecto piloto
será o CIUEM, que por sua vez prestará contas ao IDRC com conhecimento
do "Mozambique Acacia Advisory Committee Secretariat"
(MAACS). O CIUEM trabalhará segundo as estratégias indicadas no
ponto 5, acima, nomeadamente através da nomeação de uma equipe multidisciplinar
para o efeito de acompanhamento e apoio permanente.
Especificamente,
o CIUEM garantirá o seguinte:
(i)
Recepção e gestão de fundos externos alocados ao projecto.
(ii) Recrutamento e formação do pessoal permanente dos telecentros.
(iii) Especificação das obras necessárias em cada local, e contratação
de empreiteiros para o efeito.
(iv) Desenho e especificação técnica da infraestrutura e do equipamento.
(v) Aquisição do equipamento, mobílias e demais ítens necessários
para o arranque, utilizando modalidades aprovadas pelo CIUEM e as
outras partes envolvidas.
(vi) Assinatura de contratos de arrendamento com os respectivos
donos e de fornecimento de serviços com a TDM e EDM.
(vii) Apoio técnico e assessoria ao longo do período piloto.
(viii) Organização de sistemas e supervisão administrativa e contabilística
ao longo do período piloto.
(ix) Preparação de conteúdos especificamente orientados para as
necessidades dos utentes de telecentros, e apoio na produção de
conteúdos locais.
(x) Coordenação com o Comité de Acompanhamento local.
(xi) Estágios de formação regulares para o pessoal dos telecentros.
(xii)Monitores e manuais para cursos de formação a serem ministrados
nos telecentros, num mínimo de 20 em cada local ao longo de 4 anos.
Os monitores podem ser do CIUEM ou podem ser subcontratados, conforme
a necessidade.
(xiii) Desenho e implementação de um plano de investigação e avaliação,
e contratação de especialistas quando necessário.
(xiv) Elaboração e apresentação de relatórios e prestações de contas
periódicas.
11.2.
A gestora
O
gestor do telecentro terá a responsabilidade para o trabalho do
dia a dia, da implementação do plano de actividades, das contas,
e da vida do telecentro em geral. Prestará contas perante o CIUEM,
e terá o Comité de Acompanhamento para conselhos e apoio na solução
de problemas.
O objectivo é de, progressivamente, passar mais responsabilidades
para o gestor e para entidades locais, fazendo com que no fim do
período piloto exista capacidade de levar o telecentro para a frente.
11.3.
O Comité de Acompanhamento
O
Comité de Acompanhamento é um órgão consultivo e não tem uma intervenção
directa na gestão do telecentro ou do projecto. Uma das suas actividades
importantes será a de trabalhar com o CIUEM na definição da modalidade
de propriedade a implementar no fim do projecto. Também poderá alertar
o CIUEM em casos de problemas maiores para os quais não se encontrem
soluções locais. Os membros do Comité são voluntários, e não são
remunerados, embora possam receber alguns estímulos tais como acesso
à formação gratuita no telecentro ou tempos gratuitos nos computadores,
e, eventualmente, algum prémio de participação pago a partir das
receitas. Uma das primeiras tarefas do Comité será de elaborar o
seu próprio regulamento, em coordenação com o CIUEM.
12.
RISCOS
O
factor de risco principal é o de não conseguir atrair um leque de
utentes suficientemente grande, e/ou apoios locais e outras fontes
de receita, para assegurar a sustentabilidade financeira do telecentro,
ou de ter que sacrificar o acesso às classes mais desfavorecidas
para atingir o objectivo de garantir sustentabilidade financeira.
A minimização deste risco passa, por um lado, pelo fornecimento
de serviços considerados relevantes e úteis pela comunidade, e por
outro lado (não menos importante), pelo desenvolvimento a nível
nacional da utilização de TCIs e de conectividade. Ou seja, os utentes
do serviço do "e-mail" no telecentro precisam de ter com
quem comunicar por esta tecnologia, quer a nível de serviço ou da
administração pública, quer a nível particular. Por outro lado,
o desenvolvimento dos telecentros será por si uma contribuição importante
para o avanço geral.
Seja como for, será útil testar qual é, na prática, o número de
utentes e volume mínimo de utilização para poder garantir a viabilidade.
Outro risco a considerar é a questão de segurança. Embora a criminalidade
não constitua actualmente uma preocupação grande em Namaacha ou
Manhiça, o novo equipamento poderá atrair as atenções de quadrilhas.
O projecto prevê as seguintes medidas nesta área: investir na segurança
das instalações (gradeamento, portas, cadeados, etc); empregar um
guarda nocturno; segurar o equipamento junto de uma empresa de seguros.
O bom enquadramento do telecentro no seio da comunidade será outro
factor de protecção, e será preciso estudar outras medidas junto
com as autoridades e o Comité de Acompanhamento, por exemplo a contratacão
de mais guardas.
O risco de avarias de equipamento devido a má utilização será minimizada
pela introdução de vários meios de protecção técnica, pela formação
do pessoal do telecentro e pelo acompanhamento e apoio permanente.
Perante a situação actual nas duas vilas, não se prevêem problemas
de interrupções prolongadas dos serviços de energia e telecomunicaçõe.