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ORAM
tem a sua sede em Maputo, e agora tem escritórios em sete
provincias - Gaza, Maputo, Inhambane, Zambézia, Manica, Nampula
e Sofala - contando com um total de 200 trabalhadores. Na provincia
de Gaza tem um oficial de programas baseado no seu Gabinete de Coordenação
Regional em Macie, e trabalha com 68 associações de
camponeses. Em Chókwè tem um motivador a tempo inteiro.
No decurso do seu trabalho em Chókwè, ORAM pôde
testemunhar as dificuldades sentidas por seus parceiros locais.
Neste contexto, convenceu-se que a recolha, produção,
gestão e disseminação de informação
poderá jogar um papel relevante no desenvolvimento social,
económico e rural das comunidades rurais.
A carência de meios de informação e comunicação
ficou ainda mais agravada devido às destruições
causadas pelas cheias de Março 2000, e sentiu-se a necessidade
urgente de introdução de meios modernos, como seja
as TICs. Pretende-se criar um centro de informação
e comunicação que privilegiará a produção
e circulação de informação na área
de agricultura e comercialização, o acesso a computadores,
correio electrónico e Internet para o público, formação,
e serviços subjacentes.
Para ORAM, a população-alvo principal é as
associações de camponeses e o grupo de agricultores
privados, mas naturalmente um telecentro serviria também
as necessidades da população escolar, dos técnicos,
das autoridades locais, etc. As instalações propostas,
no edifício da Direcção Provincial de Agricultura
e Desenvolvimento Rural, são apropriadas para o grupo alvo
prioritário, e também acessíveis para os outros
grupos.
Neste contexto, uma parceria com o CIUEM tem uma base forte em interesses
e benefícios mútuos. Tanto a ORAM como o CIUEM pretendem
fornecer serviços úteis e relevantes para as comunidades,
e contribuir para desenvolvimento local. A ORAM precisa dos conhecimentos
técnicos e apoios do CIUEM, enquanto o CIUEM precisa de quem
esteja presente no terreno, já com a sua rede, para implementar
o projecto. Ambos partilham a perspectiva de realizar um projecto
virado ao desenvolvimento que usa TICs como ferramenta, e ambos
são interessados numa componente forte de monitoração
e investigação, prevendo a eventual replicação
do projecto noutros locais.
A colaboração já foi iniciada aquando da organização
dos contactos iniciais em Chókwè e do trabalho de
campo que se seguiu. Os resultados do inquérito parecem confirmar
a hipótese da ORAM sobre as necessidades e prioridades da
população local, e sobre o interesse em ter um telecentro.
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